Acupuntura no tratamento da dor

A Acupuntura é amplamente utilizada como tratamento para a dor, tanto aguda, quanto crônica. Seguramente, pode-se afirmar  o grande fator motivador de procura ao medico, seja emergencial ou ambulatorial, é a dor.

Estamos vivendo mais, e expostos à poluentes ambientais, alimentares, emocionais. Convivemos mais com as condições crônicas de doenças acompanhadas de dor. O estilo de vida moderno, agitado, corrido, sem direito à descanso diário suficiente, faz com que o corpo e a mente não se recuperem, apropriadamente.

Ao longo dos anos, poucas horas de sono, anos sem férias, sono que não recupera, fazem com que o individuo sinta um desconforto diário que pode ser considerado dor. A possível definição de dor crônica é a experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através das suas experiências anteriores.

Para manejo da dor, é necessário mudança dos hábitos de vida, compreensão de fatores emocionais envolvidos, alterar alimentação, e considerar a família e cuidadores de pacientes crônicos pois eles são diretamente afetados. A dor é um fardo pessoal, familiar e econômico, tanto para o paciente quanto para a sociedade.

A Acupuntura é uma ferramenta útil no manejo da dor pois faz a modulação da dor e contribui para a diminuição das doses de medicamentos ou até na cura da dor. Por ter a compreensão da dor de forma energética, o tratamento da dor pela acupuntura é bastante eficaz.

ACUPUNTURA E MODULAÇÃO DA DOR

A acupuntura tem se mostrado eficaz como coanalgésico pela capacidade de diminuir a quantidade de fármacos utilizados para o controle da dor e raramente ser contraindicada. Dados do FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos mostram que de 9 a 12 milhões de americanos, por ano, fazem tratamentos com acupuntura.

Estudo realizado na Alemanha mostrou que 90% dos 40 mil pacientes analisados declararam que o tratamento com acupuntura aliviou a dor que sentiam”. Compreender a dor é uma preocupação antiga do ser humano. O homem primitivo associava dor como lesão tecidual acidental, mas a interpretava como decorrente da entrada de fluidos mágicos ou de espíritos demoníacos no interior do corpo.

Práticas para a retirada de fluidos maus eram então preconizadas para seu controle. Sucos de ervas naturais, como papoula, mandrágora, haxixe e melmendro foram utilizados para a redução da dor. Aristóteles interpretou a dor como experiência oposta ao prazer, tipicamente desagradável e sentida pelo coração como centro das sensações, teoria que perdurou por cerca de 20 séculos.

Estudos anatômicos e fisiológicos realizados por Descartes evidenciaram a existência de nervos capazes de receber informações sensoriais desde a periferia e levá-las até o cérebro. Uma visão simplificada do histórico da dor evidencia que, até a Idade Média, enfatizou-se seu aspecto emocional em detrimento do aspecto sensorial. Desde então, se passou a reconhecer a dor como sensação de alerta e proteção do organismo contra estímulos advindos do meio externo ou do próprio meio interno, que podem ser lesivos.

Quando a dor é provocada por lesão tecidual, o organismo, no intuito de proteger-se, desencadeia uma reação natural a ela, antes que o dano se torne maior e, possivelmente, mais prejudicial, o que poderia fazer com que a dor perdesse seu caráter protetor e se tornasse a própria doença.

Para a Medicina Tradicional Chinesa, a dor resulta de condição de excesso ou deficiência de Qi ou sangue.

A dor está ligada à ativação de redes neurais relacionadas com passividade e proteção do corpo. Numa perspectiva evolucionária, a passividade defensiva tem como possível vantagem, permitir que a lesão sare. Entretanto, quando esta passividade se mantém por longos períodos, sustentando posturas corporais autoprotetoras e tensas, ela sensibiliza os tecidos envolvidos.

Após um traumatismo, infecção ou outro fator, terminações nervosas existentes no local afetado conduzem o estímulo doloroso por nervos até a medula espinhal. Deste local, o estímulo é levado até diferentes regiões do cérebro, onde é percebido como dor e transformado em respostas a este estímulo inicial. Esse mecanismo tem sua atividade regulada por um conjunto de substâncias produzidas no sistema nervoso, que se constitui no chamado sistema modulador de dor. Algumas dessas substâncias, como a serotonina e as endorfinas, agem sobre o sistema de transmissão da dor, aumentando ou diminuindo a sensação dolorosa.

A acupuntura pode ajudar a aliviar a dor através dos nervos estimulantes localizados em músculos e outros tecidos, o que leva à liberação de endorfinas e outros fatores neuro-humorais (por exemplo, neuropeptídeo Y, serotonina), e alterando o processamento da dor no cérebro e da medula espinhal.

Fonte: Center-AO (http://www.center-ao.com.br/solucoes-em-acupuntura/acupuntura-para-dor/)